O que é e qual a função do Cortisol, o hormônio do estresse


Dra. Juliana Guimarães
Revisão por Dra. Juliana Guimarães • Enfermeira Doutorada em Saúde Pública
Escrito por Carlos Neto

O cortisol é um hormônio produzido pelas duas glândulas suprarrenais (ou adrenais), que ficam bem acima dos rins.

O hormônio cortisol é essencial para a nossa sobrevivência já que serve principalmente para preparar o corpo para os desafios psicológicos e físicos do nosso dia a dia, mantendo o equilíbrio do nosso organismo diante de situações que causam estresse.

Função do hormônio cortisol

O Cortisol é fundamental para que possamos estar prontos para os desafios do nosso dia a dia. O estado de alerta, necessário para lidarmos com os mais diversos problemas, dos pessoais aos profissionais, depende da liberação desse hormônio na nossa corrente sanguínea.

Ele cumpre a função de manter a homeostasia (condição de estabilidade necessária para o organismo realizar suas funções). Só para se ter uma ideia da importância do cortisol, sem a liberação desse hormônio não teríamos forças para sair da cama de manhã para trabalhar.

Isso contraria a ideia de que o estresse é, em si, algo ruim. Precisamos desse mecanismo de estresse, ou dessa resposta hormonal, para termos a motivação e a disposição sem as quais seria impossível realizar as atividades diárias.

Além disso, o cortisol tem outras funções:

  • ajuda a controlar a pressão arterial;
  • contribui no funcionamento do sistema imune;
  • ajuda a controlar a glicose e o estoque de gordura.

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O nível de cortisol varia ao longo do dia. De manhã, assim que acordamos, os níveis de cortisol no sangue são bem altos. E a tendência normal é a de que esses níveis vão diminuindo ao longo do dia, até ficarem bem baixos à noite.

Em outras palavras: no momento em que mais precisamos do cortisol - para estudar ou trabalhar -, as glândulas suprarrenais estão a todo vapor. Conforme vai se aproximando a hora de dormir, e nosso corpo reduz o seu ritmo, essa produção vai diminuindo cada vez mais.

Por enquanto, estamos no campo dos fatores fisiológicos da produção do cortisol. Mas é claro que há casos em que as glândulas que secretam esse hormônio podem não estar funcionando tão bem. Há fatores patológicos que interferem na produção desse hormônio, fazendo com que ele se apresente em níveis baixos demais ou elevados demais na corrente sanguínea. Em se tratando de cortisol, convém que sua produção seja a mais harmoniosa possível.

Estresse crônico e fadiga adrenal

Um dos fatores que podem acelerar a produção de cortisol é o estresse crônico.

Claro que o estresse, como vimos, não é um mal em si. O problema é quando nos mantemos estressados durante muito tempo.

Nesses casos, há produção excessiva do hormônio cortisol. Se o estresse é constante, a glândula também não tem descanso. E isso pode levar a uma sobrecarga da suprarrenal. Ela, digamos, não dá conta de tanta demanda, até que pode chegar um momento em que seu desempenho diminui drasticamente.

Trata-se da fadiga adrenal, síndrome causada pelo "cansaço" das glândulas adrenais, quando solicitadas a trabalhar constantemente. Em outras palavras: o ritmo de vida é tão acelerado que o corpo não deu conta do recado.

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Dra. Juliana Guimarães
Revisão por Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública e pós-Doutorada em Saúde Coletiva pela Universidade de Fortaleza. Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará. COREN 109692