O que é Internet das Coisas e como ela vai afetar sua vida?


Já imaginou que se, além de refrigerar seus alimentos, sua geladeira tivesse a capacidade de observar quais alimentos você come com mais frequência, lhe sugerir receitas com o que você possui em casa e até mesmo enviar uma lista de compras para o supermercado mais próximo? Pois isso vai ser uma realidade com o avanço da Internet das Coisas!

A Internet das Coisas nos mostra uma realidade onde qualquer objeto pode estar ligado à web, coletando e distribuindo informações. Até mesmo cidades inteiras!

Entenda agora como funciona essa tecnologia e como ela irá afetar nossas vidas.

O que é a Internet das coisas?

A Internet das Coisas, ou IoT (Internet of Things), refere-se aos bilhões de dispositivos físicos ao redor do mundo que agora estão conectados à Internet, coletando e compartilhando dados.

Graças à processadores de baixo custo e redes sem fio, é possível transformar qualquer coisa, de uma torradeira à um avião, em parte da IoT. Isso adiciona um nível de inteligência digital aos dispositivos, permitindo que eles se comuniquem sem um ser humano envolvido, e mesclando os mundos físico e digital.

Ou seja, a Internet das Coisas não é uma tecnologia

Ao contrário do que muitos pensam, a Internet das Coisas não é uma nova tecnologia, e sim um conceito usado para caracterizar os muitos "objetos inteligentes" interconectados e sua capacidade única de coletar e compartilhar informações.

Em outras palavras, é como se você “ativasse” seus eletrodomésticos, dando a eles a capacidade de um mini-computador, que pode coletar dados e os utilizar para facilitar sua vida.

E praticamente qualquer objeto físico pode ser transformado em um dispositivo IoT, basta ele poder ser conectado à internet e controlado dessa maneira. E esses dispositivos IoT podem ser tão simples quanto um brinquedo de criança ou tão sérios quanto um caminhão sem motorista.

Porém, o conceito de IoT não se aplica à smartphones, laptops, ou outros dispositivos que comumente já estão conectados, e sim aos objetos que não costumam estar ligados à rede, como eletrodomésticos.

E como ela vai afetar nossa vidas?

Além dos objetos em nossas casas, já existem projetos de cidades inteligentes que estão preenchendo regiões inteiras com sensores para nos ajudar a entender e controlar o ambiente. Veja alguns dos setores que serão transformados com essa tecnologia:

As casas inteligentes

Smarthome

Quando pensamos em Internet das Coisas, logo nos vem à cabeça sobre eletrodomésticos e objetos conectados. As casas inteligentes serão capazes de tornar nossas vidas mais convenientes, mas também terão forte impacto na gestão de energia e resíduos.

De lâmpadas à geladeiras, quase qualquer dispositivo que temos hoje em casa já possuem uma versão inteligente. Esses objetos estão equipados com sensores de proximidade, movimento, termostatos e outros aparelhos de detecção, e podem ser controlados pelo seu smartphone.

Outra tecnologia que já vem ganhando o mercado são as assistentes virtuais inteligentes, como a Alexa, da Amazon. Essa assistente pode interagir por voz, fazer listas, informar sobre tráfego, temperatura, entre outros.

Melhorias na saúde e monitoramento

smartawatch

Wearables são os dispositivos que você pode “vestir”, incorporando na sua roupa ou utilizando como acessório. Esses aparelhos geralmente são conectados à sensores periféricos, como os que medem temperatura e frequência cardíaca. Por isso, eles são grandes aliados no monitoramento da saúde.

Atualmente, o dispositivo mais conhecido nessa área é o smartwatch, ou relógio inteligente. Esses relógios podem reunir dados sobre seus sinais vitais, monitorar atividades, medir padrões de sono, executar análises relacionados à sua saúde, além de executar softwares e se comunicar com seu smartphone.

Os wearables também estão melhorando a conexão entre pacientes e seus médicos e outros profissionais, aprimorando o monitoramento de tratamentos.

Aumento do número de cidades inteligentes 

cidades inteligentes

Os sensores de IoT podem melhorar à dinâmica nas cidades tornando os transportes mais convenientes, melhorando a iluminação pública, a segurança, além de coletar dados de impactos ambientais.

Algumas cidades, como Barcelona, já possuem WiFi e redes de informações em toda a cidade ligada à sensores e plataformas de análise de dados. Esses sensores são base para uma tecnologia de iluminação pública automatizada, irrigação de parques e fontes controladas remotamente, coleta de lixo programadas sob demanda e sistemas de transporte inteligente, com rotas personalizadas.

A implementação dessas tecnologias reduziram drasticamente a poluição, engarrafamento, consumo de água, assim como de luz e energia.

Essa capacidade de entender melhor o funcionamento da cidade permitirá mudanças benéficas, além de monitorar como isso afeta a vida dos moradores e do meio ambiente.

Diminuição nos níveis de poluição

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar leva a mais de 50 mil mortes por ano no Brasil. Em níveis mundiais, esse número ultrapassa os 4,2 milhões.

Como resposta à esses números, cidades que sofrem de poluição crônica, como Pequim,  já estão começando a implantar redes de sensores nas cidades, que são projetados para alertar os moradores sobre níveis perigosos à saúde.

Esses sensores criam mapas mostrando os níveis de poluição na cidade em tempo real, e transmitem os dados para smartphones via Bluetooth. Ao identificar esses dados, novas políticas podem ser criadas, de forma a diminuir a poluição e as consequências para os cidadãos.

Transporte inteligente

transporte inteligente

Um dos pontos que vai mudar bastante vai ser o transporte. Os carros estarão aprimorados com dispositivos conectados às cidades, que darão informações sobre tráfego e nos direcionarão para os melhores trajetos.

Além disso, horários de ônibus e serviços de táxis também estarão conectados, dando as melhores rotas de acordo com tempo e custo, nos ajudando a planejar o melhor meio de transporte.

Agricultura melhorada

agricultura iot

Depois das cidades inteligentes, a Internet das Coisas foi levada também para as fazendas, em processos que integram a gestão e produção de alimentos.

Sensores em máquinas agrícolas conseguem coletar informações sobre o solo, permitindo corrigir sua acidez, irrigação e o plantio.

Agricultores em todo o mundo também tem utilizado a Internet das Coisas para reduzir a quantidade de fertilizantes e de água, diminuindo o desperdício e melhorando o rendimento de sua produção.

No Brasil, o Plano Nacional de Internet das Coisas, lançado pelo governo em 2017, prevê que a implementação da IoT na agricultura gere um impacto de até US$ 21 bilhões até 2025.

O futuro (e o presente) da Internet das Coisas

Já existem mais objetos conectados do que pessoas no mundo. Em 2017, cerca de 8,4 bilhões de dispositivos IoT foram utilizados, mostrando um aumento de 31% em relação ao ano anterior. Se incluirmos smartphones, laptops e tablets, esse número salta para 17 bilhões.

No Brasil, estima-se que já existam mais de 20 milhões de dispositivos conectados entre si. E a previsão é que sejam 42 milhões até 2020. Em níveis mundiais, a empresa de consultoria Gartner estima que mais de 26 bilhões de dispositivos IoT estejam conectados até 2020.

Segundo a IDC (International Data Corporation), a previsão era que em 2018 o Brasil investisse mais de US$ 8 bilhões em projetos de IoT.  Até 2025, esse número poderia passar para US$ 200 bilhões por ano, o que representa cerca de 25% do PIB do país.

Como vocês podem ver, o potencial da Internet das Coisas é ilimitado! Quanto mais exploramos os sensores e os dados coletados, mais longe essa tecnologia pode se aprimorar.

E esse mercado não anda sozinho. A Internet das Coisas caminha lado a lado com a Inteligência Artificial. Veja então 8 coisas que a inteligência artificial irá mudar nas nossas vidas para melhor.