Muito além dos filmes: Conheça os verdadeiros Piratas do Caribe


A chamada Era de Ouro da Pirataria, do qual o Barba Negra e muitos outros faziam parte, durou poucos anos. Porém, inúmeros livros, peças e filmes, como o "Piratas do Caribe" continuam até hoje contando uma versão romântica dessa época.

Mas será que essa imagem passada nos filmes é verdadeira? Descubra agora, conhecendo os verdadeiros Piratas do Caribe e suas histórias!

Barba negra: um demônio em batalha

blackbeard

Edward Blackbeard, o Barba negra, foi o pirata mais famoso da sua geração. Ele era famoso por colocar fusíveis acesos em seus cabelos e barba, que soltavam fumaça e o faziam parecer um demônio em batalha, além disso, ele costumava usar roupas roubadas da aristocracia.

Barba negra governou os mares através do medo, e foi um dos piratas mais importantes da Era de ouro da pirataria no Caribe. Em novembro de 1717, ele capturou um navio escravo francês, trocando seu nome para “A vingança da rainha Ana”, e o remodelou colocando 40 canhões nele.

O pirata Barba Negra foi morto em batalha contra a Marinha britânica.

"Black Bart" Roberts: o mais bem sucedido

Black bart

"Black Bart" Roberts foi o pirata mais bem sucedido do Caribe, capturando e saqueando centenas de navios entre os anos de 1719 a 1722. No auge de seu poder, ele tinha uma frota de quatro navios e centenas de piratas.

O Black Bart já chegou a saquear até mesmo o Brasil! Ele e sua equipe navegaram para a costa da América do Sul procurando por riquezas, e depois de várias semanas sem encontrarem nada, avistaram uma frota de tesouros que Portugal estava preparando para levar para fora do Brasil.

Roberts navegou na baía como se ele fosse parte da frota e conseguiu pegar um dos 42 navios que haviam lá, sem que ninguém percebesse.

Seu objetivo era pegar o navio que tivesse mais tesouros. Uma vez que ele identificou seu alvo, ele navegou até ele e atacou. Antes que alguém soubesse o que estava acontecendo, Roberts havia capturado o navio e já havia fugido. Os navios de escolta tentaram pegá-lo, mas sem sucesso.

"Calico Jack" Rackham: o excêntrico

Calico

Jack Rackham era conhecido pelas suas roupas brilhantes e coloridas, feitas de calicô, e por isso lhe deram o nome de "Calico Jack". Ele foi um pirata inglês que navegou no Caribe e na costa sudeste dos Estados Unidos durante a chamada "Era de Ouro da Pirataria".

Um fato que chamava atenção eram as duas piratas do sexo feminino que serviam a bordo de seu navio: Anne Bonny e Mary Read.

Calico recebeu o perdão por atos de pirataria em 1719. No entanto, ele voltou para o mar no ano seguinte, tomando um barco no porto de Nassau, nas Bahamas. Em outubro de 1720, um barco de caça a piratas capturou seu grupo, e somente Bonny e Read ofereceram alguma resistência.

Embora Rackam tenha sido executado no mês seguinte, suas companheiras escaparam da forca.

Anne Bonny: uma mulher que conquistou seu lugar na pirataria

Anne Bonny

Anne Bonny, juntamente com Mary Read, foi uma pirata muito conhecida de sua época.

Anne Bonny era a amante do capitão Jack Rackham e uma de seus melhores piratas. Bonny lutava e trabalhava no navio como qualquer um dos piratas do sexo masculino sob o comando de Rackham.

Mary Read: a esperta pirata que escapou da forca

Mary Read

Como Anne Bonny, Mary Read serviu ao "Calico Jack" Rackham, e supostamente navegou algum tempo disfarçada com roupas masculinas.

Quando ela e Anne Bonny foram apanhadas, elas sabiam que seriam julgadas por acusações de pirataria e depois enforcadas. Porém, sabendo que as mulheres grávidas estavam isentas da forca, ambas as mulheres seduziram os guardas da prisão e engravidavam.

Sua prisão e escapatória da forca foram grandes notícias na imprensa londrina na época.

Capitão William Kidd: o que mudou de lado na batalha

capitão william kidd

O capitão Kidd começou como caçador de piratas, não como pirata. Ele partiu da Inglaterra em 1696 com ordens para atacar piratas no oceano Índico. Porém, ele teve que ceder à pressão de sua equipe para cometer atos de pirataria, capturando navios como o Quedagh Merchant.

Quando Kidd chegou ao Caribe, ele soube que ele agora era considerado um pirata pelas autoridades, e resolver voltar à Nova York, onde teria amigos importantes.

Porém, Kidd foi pego antes de voltar para a Inglaterra, e foi então preso e enforcado. Seu corpo em decomposição foi exibido das margens do rio Tamisa como um aviso para outros piratas.

Henry Morgan: o pirata que virou governador

Sir Henry Morgan

Sir Henry Morgan (1635-1688) era um corsário galês que lutou contra os espanhóis no Caribe nas décadas de 1660 e 1670. Ele é lembrado como o maior dos corsários, acumulando grandes frotas, atacando alvos importantes e sendo o pior inimigo dos espanhóis.

Embora tenha feito inúmeras incursões ao longo do mar espanhol, suas três façanhas mais famosas foram o saque de 1668 em Portobello, a incursão de 1669 contra Maracaibo e o ataque de 1671 contra o Panamá.

Embora Morgan tenha sido preso em 1672, ele acabou atuando como governador interino da Jamaica em 1678, e de 1680 a 1682. Ironicamente, o legislador jamaicano aprovou uma lei anti-pirataria durante sua administração, e Morgan até o auxílio nessa luta contra a pirataria.

L'Olonnais: o cruel

Lolonnais

L'Olonnais foi um dos muitos corsários que atravessaram o mar do Caribe no meio do século XVI.

Acredita-se que L'Olonnais tenha começado a atacar navios espanhóis e assentamentos costeiros logo depois de chegar no Caribe como um servo contratado.

O historiador de piratas do século XVII, Alexander Exquemelin, conta que L'Olonnais costumava cortar suas vítimas em pedaços ou apertava o pescoço de suas vítimas até que seus olhos pularem pra fora. Este pirata morreu em 1668, quando foi capturado e comido por canibais.

Madame Ching: a grande comandante

Cheng

Apesar de não fazer parte das histórias de pirataria do Caribe, Madame Ching foi uma pirata muito importante de sua época.

Em 1805, o marido de Madame Ching, Ching Shih, formou a maior confederação pirata da história. Dois anos após a morte dele, Madame Ching assumiu o cargo e expandiu sua frota ainda mais, chegando a 1.800 navios e 70.000 homens.

Com a ajuda de Cheung Po Tsai, que era filho adotivo de seu marido e também o amante dela, ela atacou navios no Mar da China Meridional e sequestraram sete marinheiros britânicos.