A mandala e sua representação nas diferentes culturas


Algumas manifestações artísticas e simbólicas se repetem em diferentes cantos do mundo. Esse é o caso da Mandala. 

De acordo com o sânscrito antigo, mandala significa “círculo”. Este símbolo pode ser encontrado no hinduísmo e budismo, nos índios navajos e mesmo na arquitetura de igrejas cristãs.

O que é a mandala?

Mandala flor

A mandala é uma espécie de yantra (instrumento, meio, emblema) e geralmente são encontradas em forma de diagramas geométricos, que podem ter movimento ou ser estáticos. Elas podem ser encontradas em diversas culturas, e também na natureza.

A Mandala em diferentes culturas

O uso de mandalas pode ser visto em diversas culturas antigas. Elas foram usadas por budistas, hindus, tibetanos e nativos americanos em práticas de oração, meditação e cura.

Mandala budista

Tanto os índios Navajo quanto os monges tibetanos criam mandalas de areia para demonstrar a impermanência da vida.

No antigo Tibete, as mandalas de areia eram criadas pelos monges, e faziam parte de uma prática espiritual. Essa tradição continua até hoje, quando os monges viajam para diferentes países em todo o mundo criando mandalas de areia, para educar as pessoas sobre a cultura do Tibete.

Mandala tibetana

Depois de finalizada, os monges destroem as mandalas feitas de areia, para representar a mudança de tempo e universo.

O povo Navajo americano também cria mandalas de areia que são usadas em rituais espirituais, da mesma forma como são usados pelos tibetanos. Um ritual de mandala de areia desse povo pode durar de cinco a nove dias e variar muito seu em tamanho.

Outros exemplos do uso de mandala nas Américas eram os calendários circulares maia e asteca, que funcionavam como um dispositivo de cronometragem e expressão religiosa.

Mandala calendário maia

Mesmo o zodíaco astrológico e suas versões são exemplos de mandala, representando a energia vital de cada um dos signos do zodíaco. 

Mandala zodiaco

Significado de Mandala

Universalmente a mandala é o símbolo da integração e da harmonia. Para os monges tibetanos, a mandala representa as diversas dimensões da consciência espiritual e o estado de iluminação.

Nos povos nativos americanos, uma forma de mandala chamada de roda do medicamento, simboliza o espaço sagrado e o círculo da vida. O símbolo taoísta "yin-yang" também é considerado uma mandala, e representa oposição e interdependência.

Nas culturas oriental e ocidental, o mandala passou a simbolizar harmonia, unidade, totalidade e cura.

A mandala na psicologia

A mandala também foi utilizada na psicologia, como forma de tratamento.

Para o  psiquiatra e psicoterapeuta Carl Jung, a Mandala é uma representação gráfica do centro (Self). Ele as descreve como personificações ideais que se manifestam na psicoterapia, interpretando-as como símbolos da personalidade dos pacientes, em seu processo da individualização.

A mandala também é utilizada em práticas de yoga, com um suporte para a meditação ou como imagem para ser visualizada mentalmente. Para os praticantes, ela é capaz de organizar as energias e forças internas.

Mandalas na arquitetura

De centros budistas a mesquitas muçulmanas e catedrais cristãs, o princípio de uma estrutura construída em torno de um centro é um modelo comum na arquitetura.

Mandala na arquitetura

As mandalas também podem ser encontradas em igrejas cristãs, em suas rosáceas.

Nos povos nativo americanos, temos os teepees, que são estruturas em forma de cone, construídas em torno de um polo que representa o eixo do mundo.