10 belíssimos animais que foram extintos desde a virada do século


Até hoje, os cientistas descobriram cerca de 1,3 milhão de espécies de animais, e estima-se que esse número seja apenas 20% de todas que existem neste planeta.

Isso quer dizer que ainda temos milhões de espécies para conhecer. Por outro lado, algumas já estão perdidas para sempre. E são muitas! Segundo biólogos e paleontólogos, mais de 99% de todas as espécies que já viveram na Terra são consideradas extintas.

Essa extinção de animais pode ser causada por ocorrências naturais, como aquecimento do planeta ou mudanças no nível do mar. Porém, uma das grandes causas nos tempos modernos tem sido a atividade humana.

Conheça então 10 espécies que foram extintas depois dos anos 2000, e suas causas.

1. Leopardo Nebuloso de Formosa (2013)

Leopardo Nebuloso de Formosa

O Leopardo Nebuloso de Formosa é original da ilha de Taiwan, e assim como muitas outras espécies, elas foram caçadas por causa de sua bela pele.

Como a ilha tem apenas 394 quilômetros de comprimento e 144 de largura, e uma população humana de mais de 23 milhões de habitantes, aos poucos o leopardo foi perdendo seu espaço.

Para os habitantes nativos da ilha, os aborígines Rukai, os leopardos eram intocáveis. Porém, populações subsequentes de taiwaneses não seguiram essa mesma ideia e levaram a espécie ao seu fim.

Depois de mais de oito anos buscando por um espécime de Leopardo Nebuloso de Formosa sem sucesso, ele foi adicionado a lista de animais extintos.

2. Mergulhão-de-alaotra (2010)

Alaotra

Nativo do Lago Alaotra em Madagascar, essa ave foi declarada como extinta em 2010, e a principal causa foi o seu pequeno tamanho.

O mergulhão-de-alaotra adulto possui apenas 25 cm de comprimento, e por causa de sua pequena envergadura ele raramente se aventurava longe de seu ambiente pantanoso.

Eles eram particularmente vulneráveis à caça, e eram facilmente capturados em redes de pesca.

3. Íbex-dos-pirenéus (2000)

Íbex-dos-pirenéus

Essa espécie de cabra selvagem era comumente encontrada nas cordilheiras dos Pirineus, que se estendem entre a Espanha e a França.

A caça ao Íbex-dos-pirenéus fez com que seu número diminuísse seriamente, até que a espécie foi declarada extinta em 2000.
Os conservacionistas culpam o governo espanhol, por não ter agido a tempo de salvar a espécie.

Em 2009, cientistas tentaram trazer o Íbex-dos-pirenéus de volta, usando um tecido congelado para criar um clone. Infelizmente, o filhote morreu sete minutos após o nascimento.

4. Poʻouli (2004)

Poouli

O Po'ouli, um pássaro nativo de Maui, Havaí, qu só foi descoberto na década de 1970.

Esses pássaros raros habitaram a encosta sudoeste do vulcão Haleakala, porém devido a sua perda de habitat, predadores e doenças, sua população declinou rapidamente.

Em 1997, restavam apenas três Po'ouli conhecidos, e após sete anos, a espécie foi formalmente declarada como extinta.

5. Rinoceronte-negro-ocidental (2006)

Diceros bicornis

Visto pela última vez em Camarões, o Rinoceronte-negro-ocidental foi declarado extinto em 2006, após os conservacionistas não encontrarem nenhum espécime em seu último habitat

Estima-se que existia uma população de cerca de um milhão de rinocerontes na savana africana durante o início do século XX. Porém, entre 1960 a 1995, mais de 98% desses animais foram mortos por caçadores, que vendiam seus chifres para um lucrativo comércio de remédios no Oriente.

6. Foca-monge-do-Caribe (2008)

Foca monge

A Foca-monge-do-Caribe foi a primeira espécie de foca a se extinguir devido à atividade humana.

Conhecidas como as únicas espécies de focas nativas do Caribe, a Foca-monge-do-Caribe foi descoberta por colonos europeus, durante o século 13. Elas foram caçadas por causa de sua gordura, que fornecia combustível, e também serviam como alimento para a tripulação.

Com o passar dos séculos, essa espécie continuou a ser caçada por sua carne ou óleo, e caçadores também as abatiam por serem predadoras de peixes.

A Foca-monge-do-Caribe foi declarada extinta em junho de 2008.

7. Tartaruga-das-galápagos-de-pinta (2012)

tartaruga das galapagos

Em junho de 2012, faleceu a última Tartaruga-das-galápagos-de-pinta. A famosa tartaruga se chamava Lonesome George (George Solitário, em português), e tinha mais de 100 anos.

A chegada de exploradores e caçadores de baleias às remotas ilhas do Pacífico no início do século 19 foram a causa da dizimação das tartarugas das Ilhas Galápagos.

Ao descobrirem que existia uma suculenta carne por dentro do endosqueleto dessas tartarugas gigantes, esses homens começaram a capturá-las e transportá-las em seus navios, acabando com toda uma população de tartarugas.

8. Caloenas maculata (2008)

Liverpool

Essa espécie de pombo de plumagem verde manchada foi oficialmente listada como extinta em 2008, sendo que seu último espécime está armazenado no World Museum, em Liverpool.

Estudos genéticos revelaram que essa espécie era um parente próximo da extinta ave Dodô, e acredita-se que ela tenha vivido no Pacífico Sul ou no Oceano Índico.

Os colonos ocidentais foram um dos principais responsáveis pelo desaparecimento do Caloenas Maculata, ao levarem porcos para seu habitat, que estragavam seus ninhos.

9. Pieris wollastoni (2007)

Pieris

Essa borboleta de grande porte era encontrada em florestas da Ilha da Madeira, em Portugal. A espécie podia atingir um tamanho de 5 a 6,5 centímetros.

A possível causa de sua extinção foi o surgimento de um vírus em seu habitat, durante os anos 50, e a poluição causada por fertilizantes agrícolas.

Após 15 anos de pesquisas sem encontrar quaisquer espécime, a Pieris Wollastoni ou Madeiran Large White (Grande-Branca da Madeira, em português), foi considerada extinta.

10. Rinoceronte Branco do Norte (2018)

Rinoceronte branco

O rinoceronte branco é uma das 5 espécies de rinoceronte que ainda existe na Terra, e é uma das poucas espécies de megafauna que restam. Atrás dos elefantes, este é provavelmente o animal terrestre com maior massa que ainda existe, pesando cerca de 3 mil quilos.

Porém, infelizmente sua existência já está marcada. Em 2018, o último rinoceronte branco do norte do mundo, conhecido como Sudão, acabou falecendo. O rinoceronte, que possuía 45 anos, vivia em um conservatório no Quênia, sendo vigiado por guarda armada.

Agora, restam apenas dois rinocerontes brancos do norte do sexo feminino, marcando o fim próximo desta espécie.

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