21 animais ilustres que foram extintos pelo homem ou natureza


Grandes mudanças climáticas e a competição entre espécies são algumas das causas de extinção de milhares de animais ao longo da história. Contudo, o maior inimigo para a extinção de animais atualmente é definitivamente a ação humana.

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Recentemente, grandes felinos, rinocerontes e espécies de pássaros têm sofrido com o tráfico, a caça ilegal e as mudanças no ecossistema provocadas pelo homem. Como resultado, centenas de espécies de animais que habitam o nosso planeta há milhões de anos estão desaparecendo em uma grande velocidade. Confira 21 animais que foram extintos ao longo de 100 mil anos de história.

1. Unicórnio-da-Sibéria

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  • Extinto: 100 mil anos atrás
  • Nome científico: Elasmotherium sibiricum
  • Causa da extinção: Hábitos de alimentação restritos.

Você acredita em unicórnios? De acordo com estudos arqueológicos, animais que se parecem com a mitológica figura que conhecemos hoje realmente existiram e conviveram com humanos há cerca de 100 mil anos atrás. O chifre destes animais podia chegar há quase 2 metros de comprimento e apesar de nada ter sido comprovado sobre eles serem mamíferos mágicos, a realidade é que eles eram uma espécie de rinoceronte.

2. Tigre-de-dente-de-sabre

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  • Extinto: 10 mil anos atrás
  • Nome científico: Smilodon
  • Causa da extinção: falta de alimentos ou desgaste dos dentes pela caça de grandes predadores.

Se você é apaixonado por felinos, deve saber da existência do hoje mitológico tigre-de-dente-de-sabre. Este animal pré-histórico tinha como destaque seus caninos superiores em formato de sabres, ou seja, que lembravam uma uma lâmina ou espada. Essa característica fazia deles excelentes caçadores na selva.

3. Mamute

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  • Extinto: 4 mil anos atrás
  • Nome científico: Mammuthus
  • Causa da extinção: Alterações climáticas da Era do Gelo.

Com presas de marfim que podiam ter mais de 5 metros de comprimento, os mamutes eram considerados verdadeiros reis da Era do Gelo. Eles possuíam o corpo coberto de pelos e podiam alcançar até 2 metros e meio de altura. Além das alterações climáticas, os homens primitivos podem ter ajudado na extinção dos mamutes da face da Terra.

4. Rato-de-Fernando-de-Noronha

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  • Extinto: Século XVI
  • Nome científico: Noronhomys vespuccii
  • Causa da extinção: Chegada de outros predadores.

Este é um importante animal para a história da biologia brasileira. O rato-de-Fernando-de-Noronha foi o primeiro mamífero conhecido extinto no Brasil. Ele era considerado uma espécie endêmica na ilha de Fernando de Noronha e provavelmente chegou à região através de troncos que flutuavam até lá. Acredita-se também que eles eram nadadores. A chegada de roedores e outros animais maiores à ilha foi uma das principais causas de sua extinção.

5. Norfolk Kaka

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  • Extinto: Século XIX
  • Nome científico: Nestor productus
  • Causa da extinção: Caça.

Esta espécie de papagaios gigantes esteve presente na região da Oceania, mais especificamente, era habitante das ilhas de Norfolk e Phillip. Alguns estudiosos apontam que eles podiam emitir um som que se parecia com o latido de um cachorro. Com a chegada de humanos às ilhas, os pássaros foram caçados, especialmente, como fonte de alimento e essa foi uma das principais causas de sua extinção.

6. Quagga

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  • Extinto: 1863
  • Nome científico: Equus quagga quagga
  • Causa da extinção: Caça.

Imagine uma zebra que não terminou de ser pintada. Assim eram os Quaggas, mamíferos extintos que viveram na região do Cabo na África do Sul. Como eles eram muito próximos geneticamente das zebras-da-planície, cientistas conseguiram recentemente fazer cruzamentos seletivos para dar vida a um animal muito semelhante.

7. Leão-do-Cabo

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  • Extinto: por volta de 1865
  • Nome científico: Panthera leo melanochaita
  • Causa da extinção: Caça.

Habitantes do sul da África, o Leão-do-Cabo é descrito por estudiosos como felinos gigantes que poderiam ter pesado mais de 270 kg. Eles eram provavelmente maiores que os leões asiáticos e suas jubas podiam ser alteradas de acordo com o clima. Mágico, não é mesmo?

8. Lobo-da-tasmânia

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  • Extinto: 1936
  • Nome científico: Thylacinus cynocephalus
  • Causa da extinção: Caça.

Primos próximos do diabo-da-tasmânia e até mesmo do canguru, o lobo ou tigre-da-tasmânia era bastante parecido com espécies de caninos, sendo nativos da Austrália e da Nova Guiné. A caça humana foi definitivamente um dos pilares para sua extinção, mas outros fatores podem estar relacionados, como as doenças adquiridas a partir de outros animais que chegaram na região.

9. Wallaby-rabo-de-prego-crescente

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  • Extinto: 1956
  • Nome científico: Onychogalea lunata
  • Causa da extinção: Predados pela raposa.

Da mesma família dos cangurus e presentes especialmente na região da Austrália, os Wallaby-rabo-de-prego-crescente tinham o tamanho (e o gosto) de um coelho. Sua pelagem era macia e sedosa e os padrões encontrados em seu corpo inspiraram o seu peculiar nome.

10. Tigre-do-Cáspio

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  • Extinto: 1960
  • Nome científico: Panthera tigris virgata
  • Causa da extinção: Extermínio.

Conhecido também como tigre-persa, esse majestoso felino extinto na década de 1960 só perdia em tamanho para o tigre-siberiano e o tigre-de-bengala. Eles também possuíam as maiores garras que qualquer outra espécie de felino, sendo excelentes caçadores na selva. Um projeto de extermínio destes tigres foi ordenado pelo Império Russo no começo do século XX e o último tigre desta espécie foi morto no Irã por volta do ano de 1960.

11. Rato-candango

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  • Extinto: 1960
  • Nome científico: Juscelinomys candango
  • Causa da extinção: Alteração do habitat.

Sim, o nome científico deste ratinho foi uma homenagem à Juscelino Kubitschek, idealizador da capital do Brasil. Pouco se sabe sobre essa espécie de roedor que estava restrita à região do Distrito Federal e os esforços em encontrar outras populações do rato-candango não foram bem sucedidas, sendo considerados extintos desde então.

12. Tubarão-lagarto

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  • Extinto: 1988
  • Nome científico: Schroederichthys bivius
  • Causa da extinção: Mudança do hábitat.

Encontrado especialmente na América do Sul, o tubarão-lagarto foi considerado extinto no Brasil. Eles eram uma espécie pequena de tubarão, medindo cerca de 70 cm e viviam em profundidades de até 300 metros no fundo do mar. O tráfego naval foi uma das causas de sua extinção, pois modificou as áreas de reprodução destes animais.

13. Sapo-dourado

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  • Extinto: 1989
  • Nome científico: Incilius periglenes
  • Causa da extinção: Perda de habitat.

Restritos a uma região de Monteverde em Costa Rica, os curiosos sapos dourados possuíam também outras cores. Na realidade, os machos eram os dourados e as fêmeas apresentavam uma coloração verde com manchas pretas em seu corpo. Alterações climáticas levaram a perda do habitat natural destes anfíbios. O último sapo desta espécie foi encontrada em 1989.

14. Tigre-de-Java

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  • Extinto: 1994
  • Nome científico: Panthera tigris sondaica
  • Causa da extinção: Caça.

Podendo pesar até 300kg e medir mais de 3 metros de comprimento, o tigre-de-Java era uma espécie de felinos encontrada especialmente na ilha de Java, na Indonésia. Eles eram ótimos nadadores e excelentes caçadores. Infelizmente, seu pelo era considerado de alto valor e eles foram caçados em grande quantidade na década de 1970, sendo considerados extintos em 1994.

15. Ararinha-azul

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  • Extinto: anos 2000
  • Nome científico: Cyanopsitta spixii
  • Casa da extinção: Tráfico ilegal, caça e perda de habitat.

A ararinha-azul é considerada extinta pelo governo brasileiro, mas classificada internacionalmente como “em perigo crítico de extinção”. Isso acontece, pois existem poucas espécies ainda mantidas em cativeiro. É uma das espécies de pássaros mais protegidas no mundo e existe um projeto para que em alguns anos exista um número suficiente para que elas sejam reintroduzidas na natureza.

16. Íbex-dos-pirenéus

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  • Extinto: 2000
  • Nome científico: Capra pyrenaica pyrenaica
  • Causa da extinção: Caça e perda de habitat

Os pirinéus são uma cordilheira cujas montanhas formam uma fronteira natural entre a França e a Espanha. É nesta região que eram encontrados os Íbex-dos-pirenéus, uma subespécie do Íbex-ibérico. Com seus longos chifres curvados, estes animais eram encontrados em abundância há alguns séculos atrás, mas a partir dos anos de 1900, menos de 100 animais desta espécie existiam no mundo. O último animal da espécie morreu devido a queda de uma árvore na Espanha no ano 2000.

17. Foca-monge-do-Caribe

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  • Extinto: 2008
  • Nome científico: Monachus tropicalis
  • Causa da Extinção: Caça.

Pesando quase 130 kg e com comprimento que podia ultrapassar os 2 metros, a foca-monge-do-Caribe era encontrada especialmente nos mares do Caribe e da Flórida. Curiosamente, Cristóvão Colombo descreveu estes animais no ano de 1493. A partir daí, este animal começou a ser caçado como alimento e também por sua gordura. Ela foi vista pela última vez em 1952, mas só foi incluída na lista de animais extintos em 2008.

18. Rinoceronte-negro-ocidental

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  • Extinto: 2011
  • Nome científico: Diceros bicornis longipes
  • Causa da extinção: Caça.

Essa era a subespécie mais rara de rinocerontes negros que também era conhecida como rinoceronte-negro-da-áfrica-ocidental. Com quase 4 metros de largura e podendo pesar mais de 1 tonelada, este magnífico animal foi brutalmente extinto pela caça ilegal, tendo sido visto pela última vez em Camarões no ano de 2006.

19. Tartaruga-das-galápagos-de-pinta

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  • Extinto: 2015
  • Nome científico: Pinta Island tortoise
  • Causa da extinção: Caça e perda de habitat.

Proveniente da ilha de Pinta, nas ilhas Galápagos, essa tartaruga terrestre se tornou um símbolo para a preservação ambiental nesta região quando a última de sua espécie faleceu em 2012. A tartaruga era conhecida como o “Solitário George”. Espécies híbridas desta espécie foram encontradas em ilhas vizinhas, mas a espécie pura, provavelmente, nunca será restaurada.

20. Rinoceronte-branco-do-Norte

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  • Extinto: 2018
  • Nome científico: Ceratotherium simum cottoni
  • Causa da extinção: Caça.

A linhagem do magnífico rinoceronte-branco-do-norte data incríveis 50 milhões de anos. A morte de Sudan, o último macho de sua espécie, foi registrada em 2018 com tristeza pelas dezenas de pessoas que ainda tinham esperança de continuar a conservar a espécie. Duas fêmeas ainda estão vivas e existem planos para que uma fertilização em vitro aconteça.

21. Melomys rubicola

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  • Extinto: 2019
  • Nome científico: Melomys rubicola
  • Causa da extinção: Alteração climática provocada pelo homem.

Existe uma razão para fecharmos esta lista com este roedor australiano. Ele foi o primeiro mamífero registrado como extinto devido às alterações climáticas provocadas pelo homem. O Melomys rubicola era encontrado na ilha de Bramble Cay, que divide a Austrália da Papua-Nova Guiné. Devido às alterações climáticas, esta ilha encontra-se quase totalmente submersa atualmente. O roedor não era visto desde 2009 e foi registrado como espécie extinta em 2019.