7 fatos sobre o Monte Everest que irão te deixar com vontade de escalar


O Monte Everest é o ponto mais alto da Terra e por isso ele atrai tantos alpinistas que desejam vencer o desafio de chegar ao seu topo. Todos os anos, centenas de pessoas seguem em direção a essa montanha, que fica localizada no Himalaia, na fronteira entre a China e o Nepal.  

Apesar de toda a dificuldade, muitas pessoas já conseguiram realizar a façanha de chegar ao seu cume, e algumas surpreenderam todo o mundo com isso! Veja então alguns fatos sobre essa montanha e seus alpinistas que irão te deixar com vontade de começar a escalar.

1. Quão alto é o Everest?

Monte Everest

Em 1955, uma equipe de pesquisadores indianos visitou o Everest para fazer uma medição oficial da altura da montanha. Usando o melhor equipamento da época, eles determinaram que a montanha estava a 8.848 metros acima do nível do mar.

Apesar de medições mais recentes discordarem deste número por causa da altura da neve existente em seu topo, a primeira medição é a que continua sendo a altitude oficial reconhecida pelos governos nepalês e chinês.

De qualquer modo, o Monte Everest ainda é a montanha mais alta do mundo em termos de altitude. No entanto, a montanha mais alta é, na verdade, o Mauna Kea, no Havaí, que mede 10.205 metros da base submarina até o pico, de acordo com o Guinness World Records.

2. Quem escalou o Everest mais vezes?

Escalar o Everest não é uma tarefa fácil e chegar ao seu topo continua sendo uma grande conquista. Mas para algumas pessoas, escalar a montanha uma vez não é suficiente!

Na verdade, dois alpinistas, Apa Sherpa e Phurba Tashi Sherpa, estão empatados por terem chegado ao topo do ponto mais alto da Terra 21 vezes cada um. Já a mulher com mais ascensões ao Everest é Lhakpa Sherpa, que subiu a montanha 8 vezes!

3. Quem foram as primeiras pessoas a chegar ao topo? 

Edmund Hillary e Tenzing Norgay
Hillary e Norgay foram realmente os primeiros?

O primeiro caso de sucesso na escalada do Everest foi gravada por Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 29 de maio de 1953. Mas, algumas pessoas acreditam que ele foi escalada muito antes.

Em 1924, um alpinista chamado George Mallory, juntamente com o parceiro Andrew Irvine, fizeram parte de uma expedição que tentava completar a primeira subida da montanha. A dupla foi vista pela última vez em 8 de junho daquele ano, fazendo um progresso constante para o topo da montanha.

Pouco tempo depois, eles simplesmente desapareceram, deixando para trás um mistério que permanece até hoje. Será que eles chegaram ao topo quase três décadas antes de Hillary e Norgay, ou simplesmente morreram na tentativa?

Em 1999, uma equipe de alpinistas descobriu os restos de Mallory nas encostas do Everest. A descoberta do corpo não foi suficiente para revelar se ele chegou ou não ao cume, e infelizmente a câmera da equipe não foi encontrada em seu equipamento.

Acredita-se que Irvine que estava carregando a câmera quando eles fizeram a subida, e esse dispositivo poderia conter a evidência fotográfica de seu sucesso ou fracasso. Até hoje, o corpo de Irvine e sua câmera não foram encontrados. Mas, se algum dia for descoberto, poderá mudar a história do alpinismo para sempre.

4. Quais foram as subidas mais rápidas?

Escalada

Para a maioria dos escaladores, chegar ao topo leva vários dias, com paradas em muitos acampamentos para descansar e se recuperar ao longo do caminho. Mas alguns alpinistas talentosos foram capazes de ir do acampamento base ao cume em tempos incrivelmente rápidos, estabelecendo recordes de velocidade.

Por exemplo, o tempo mais rápido para uma subida do Everest a partir da parte sul no Nepal foi feito por Lakpa Gelu Sherpa, que conseguiu ir da base ao topo em apenas 10 horas e 56 minutos em 2003.

Enquanto isso, pelo lado norte no Tibete, o recorde é de 16 horas e 45 minutos, e foi estabelecido pelo montanhista italiano Hans Kammerlander em 1996.

5. A Cerimônia do Puja: Pedindo permissão dos Deuses das Montanhas

Cerimônia Puja
Cerimônia Puja antes da subida (Crédito: Project Himalaya)

Na cultura budista do Himalaia, o Everest é conhecido como Chomolungma, que se traduz como "Deusa Mãe das Montanhas". Como tal, o pico é visto como um lugar sagrado, exigindo que todos os alpinistas peçam permissão e passagem segura antes de realmente pisarem na montanha. Isso ocorre durante uma cerimônia Puja, que é tradicionalmente realizada no acampamento base, antes do início da subida.

O ritual é executado por um lama budista e dois ou mais monges, que constroem um altar de pedras no acampamento. Durante a cerimônia, eles pedem boa sorte e proteção, enquanto os alpinistas se preparam para a subida. Eles também abençoam o equipamento de escalada da equipe, incluindo machados de gelo, grampos, arreios e assim por diante.

Para o povo sherpa, este é um passo importante que deve ser completado antes de iniciar a expedição. A maioria nem pisa no Everest sem passar por um puja primeiro.

6. Sem limites para a escalada: Os escaladores mais antigos e mais jovens

Yuichiro Miura
Yuichiro Miura foi o escalador de idade mais avançada a subir o Everest

A maioria daqueles que se aventuram à escalar o Everest são escaladores experientes, com seus 30 a 40 anos, mas outros certamente estão fora dessa faixa etária.

Por exemplo, o recorde do alpinista mais velho a chegar ao cume é atualmente ocupado por Yuichiro Miura, um japonês que tinha 80 anos quando chegou ao cume em 2013. Já a pessoa mais jovem a chegar ao topo da montanha é a americana Jordan Romero, que em 2010 realizou esse feito tendo apenas 13 anos de idade!

Atualmente existem restrições de idade para os alpinistas, e somente pessoas maiores de 16 anos podem tentar escalar a montanha.

Por outro lado, ambos os países aboliram o limite etário, embora seja necessário que escaladores em idade mais avançada passem por um exame médico antes de iniciar suas expedições.

Infelizmente, Miura faleceu no Everest em 2017, enquanto tentava alcançar o cume mais uma vez com a idade de 85 anos.

7. Deficiências não foram impedimento para algumas pessoas

Em 2001, o americano Erik Weihenmayer se tornou o primeiro cego a chegar ao topo do Monte Everest.

Já em maio de 2006, o neozelandês Mark Inglis foi a primeira pessoa amputada a chegar ao cume. Durante a subida, ele quebrou uma de suas pernas protéticas, e teve que a reparar temporariamente com fita adesiva, até que alguém buscasse uma prótese extra no acampamento base.

Sabemos que subir ao topo mais alto da Terra não é uma tarefa nada fácil, mas depois de tantas inspirações e motivações, te deu vontade de tentar?

Antes de responder, veja o que torna o Everest uma das montanhas mais perigosas do mundo.